Guiricema, 23 de outubro de 2017

Histórico de Guiricema

A origem da cidade:

No início do século XIX, José de Lucas Pereira dos Santos, desbravador português, com título militar de Furriel, visitando essa região, deliberou nela instalar-se com seus familiares e escravos, tal fertilidade do solo. Habitavam nessa região as tribos de índios coroados, coropós e pouris. Consta que Furriel José de Lucas foi catequizando os índios e ensinou-lhes as primeiras letras. Mais tarde, construiu uma capela que serviu de marco inicial do povoado, primeiramente chamado Bagres, em virtude da grande quantidade de peixe dessa espécie que viviam nas águas do rio local. Em 1851, o povoado foi elevado a distrito com o mesmo nome, sendo emancipado administrativamente em 17 de dezembro de 1938, quando teve seu nome alterado para Guiricema, que é de origem indígena que significa: Guiri = bagres e cema = quantidade, ou seja, quantidade de bagres. Em 12 de fevereiro de 1939 foi empossado o primeiro Prefeito do Município de Guiricema, o Coronel Luiz Coutinho, passando a ser comemorado nesta data o dia do Município de Guiricema.

A comunidade de Santa Montanha:

Santa Montanha pertence ao Município de Guiricema, em Minas Gerais – Brasil, ficando ao nascente na ladeira da pequena cordilheira da Mutuca. De Vilas Boas, lugarejo vizinho, até a sede da Santa Montanha há 03 (três) quilômetros de distância. As aparições de Nossa Senhora começaram aos 02(dois) dias de fevereiro de 1966. Geralda dos Reis Ferreira, com 9 anos de idade (hoje irmã do Divino Espírito Santo) e Maria Ferreira de Carvalho, filhas do casal Sebastião Lourenço Ferreira e Levina Sérgio de Lima, com a prima Geralda Clementina foram levar café para o pai e o irmão. Na volta foram gangorrar nos cipós das árvores do local, onde hoje está a capela das Aparições de Nossa Senhora. De repente, ficaram surpreendidos com a visão de uma bela senhora vestida marrom e azul, com uma linda coroa na cabeça. Trazia um teço nos braços. Foram correndo chamar a mãe que pediu-lhe a graça de ser curada de uma enfermidade que sofria a 15 anos. Dona Levina passou a noite muito perturbada e com insônia. De manhã achou-se curada. Voltou ao lugar das aparições e lá apareceu novamente a bela senhora e declarou-se ser Nossa Senhora Aparecida. Dona Levina agradeceu a cura obtida. Então, Nossa Senhora disse: ” Minha filha, aceita de hoje em diante ser minha mensageira e trabalhar para mim?” sim, respondeu Dona Levina, estou pronta para fazer o que a senhora mandar. Nossa senhora lhe disse: “Nada do mundo”! A partir desse momento o povo começou a visitar o local das aparições e rezar o terço. Começou então a grande missão da vidente Dona Levina. Desde a primeira aparição vêm se realizando milagres e curas, confirmando assim a misericórdia Divina neste local e a autenticidade das aparições. Nossa senhora disse: “a Santa Montanha é terra sagrada!” sendo assim, os elementos que nela existem são por Bênção Divina, fontes de milagrosas curas, como a fonte de água milagrosa que surgiu juntamente com a aparição, as folhas do cipó em que tocou os pés e até as árvores do local da aparição. “Este lugar meus filhos, se vocês soubessem … Se vocês soubessem o que é a Santa Montanha, vocês saberiam Me amar mais!” (Nossa Senhora em 03/12/1995). As aparições do menino Jesus aconteceram bem mais tarde, em fins de março de 1976. Jesus veio ajudar a sua Santíssima Mãe a salvar a humanidade, neste lugar que é o refúgio dos pecadores. Em 15 de maio de 1975, Nossa Senhora mandou a vidente encontrar a Imagem de Jesus Celeste e trazer para a Santa Montanha. Procurou-se em vários lugares e não encontrou. Dona Levina, Dona Efigênia e Dona Perciliana foram então, para o Rio de Janeiro e ficaram hospedados no convento Santa Rosa em Niterói. A irmã Luzia disse que ali havia uma imagem de Jesus Celeste que estava querendo ir para os braços da vidente. Dona Levina recebeu nos braços a imagem do Menino Jesus Celeste que se tronou presente pela primeira vez. Ela se assustou e disse: “Eu nunca vi uma imagem falar e ficar viva. Será que estou variando?” O menino Jesus disse-lhe: “Não está variando. Sou eu vivo e encarnado na imagem”. Jesus pediu, então, para vir para a Santa Montanha. A partir daí, ocorrem as suas aparições todos os domingos, após a Santa Missa das 10 horas. Diariamente, no sacrário e sempre que a divina vontade assim o desejar para algum caso desesperado de seus fiéis ou até mesmo para brincar e catequizar os seus filhinhos, pois como ele disse: “Quem não se tornar como criança não entra no Reino do Céu”. Fonte: Livro da Santa Montanha – 30 anos de aparições de 1996.

Tuiutinga:

Tuiutinga está a 600 m de altitude, aproximadamente 12 quilômetros da cidade de Guiricema. A sua fundação data de 1887, foi habitada por índios selvagens. Maximiniano Alves Diniz, do Presídio (hoje Visconde do Rio Branco), escolheu um trecho em direção a Guiricema, fazendo roçada pelas matas virgens existentes e muito densas, após andar um bom pedaço, ele achou um córrego, mas a vazão não tinha capacidade de tocar um moinho (monjolo) e continuou a desbravar a mata, cortou mais árvores e achou um lugar que procurava, havia mais água e resolveu ali se instalar. Fez um rancho provisório, onde com muito esforço, paciência e coragem foi civilizando os índios e conseguindo conquistar o espaço desejado. Com auxílio dos índios, fundou uma fazenda, passo a produzir e dali para educar os filhos e ajudar os índios em tudo que lhe era possível. Hoje a sua descendência encontra-se na Quarta geração. Tuiutinga já pertenceu ao município de Ubá. No ano de 1923 passou a pertencer a Visconde do Rio Branco. Em 1939, com emancipação de Guiricema foi que passou a pertencer a Guiricema, tornando-se seu distrito, por ter um cartório, cujo primeiro Oficial Civil foi o Sr. João da Fonseca e atualmente é a Srª. Márcia Aparecida Gonçalves Arruda. O primeiro nome do distrito foi Santo Antônio das Marianas. Em 1923 nosso distrito passou a se chamar Tuiutinga que significa Barro Branco, Tui = barro e TINGA = branco. Esse nome foi devido ao fato de existir muito barro no local onde seriam construídas as casas. As famílias mais importantes de Tuiutinga, foram os Alves Diniz, Gomes de Souza, Soares de Souza Lima e Dias dos Reis Coutinho. Tuiutinga era diferente, não havia máquina de limpar arroz, mas havia uma máquina de limpar café do Sr. João Franco, e no mesmo salão havia um cinema. Os operadores eram José Filó, Diorgine Ferreira da Costa. O antigo cemitério era na propriedade era na propriedade do Sr. César Alves Diniz. Havia também uma delegacia na antiga escola com troncos para prender pessoas. Alguns delegados: Manoel Bino, João Franco, Carlos Honorato, Jaime Padilha e o último foi o Sr. Joaquim Pitta. Quem possuiu o primeiro automóvel foi Antônio Arruda e o Sr. Osório Cruz, nesta época só os dois possuíam rádio. Em 1984, foi inaugurado o Posto de Saúde Dr. Luiz Gomes da Rocha, onde há atendimento médico semanal. Foi perfurado em 1985 um poço artesiano, onde é proveniente a água usada nas casas. Existe em Tuiutinga duas praças: Praça Balduino Alves Diniz inaugurada em 1984 e Praça Prefeito Antônio Arruda inaugurada em 1985. Foi inaugurado em 1979 o novo Prédio da E.E. Castorina Gomes Soares. Desde 1988, tem um telefone público e instalações de vários telefones residenciais e até orelhão. Há três igrejas: Matriz de Santo Antônio de 1967, a Igreja Metodista Wesleyana e a Igreja Assembléia de Deus. A religião predominante é a Católica Apostólica Romana. Possui um campo de futebol o estágio Ozório Cruz de 1982. Transporte de passageiro é feito por duas linhas de ônibus, com Ônibus escolar que leva alunos até a cidade de Guiricema, Visconde do Rio Branco e Ubá. A economia é baseada na agricultura e pecuária. Os produtos agrícolas cultivados são: cebola, tomate, café, hortaliças e outros cereais. A pecuária consiste na criação de gado leiteiro e para corte. Existem casas comerciais e as festas típicas são Festa do Padroeiro e a Festa da Cebola.

Vilas Boas:

A história da fundação de Córrego Preto, se inicia a partir de um fenômeno no ano de 1906. Neste ano, esta região foi seriamente castigada por uma chuvarada que, segundo dizem, durou seis meses, cuja chuva persistente com raras horas de estiagem, causou sérias consequências, inundando tudo, chegando ao ponto de muitas pessoas pensarem mesmo que fosse o segundo dilúvio. No fim de 1906 a início de 1907, com a cessação das chuvas, dois proprietários de terra rurais da região, para facilitar aos moradores na solução de seus problemas humano-sociais, acharam por bem fundar o povoado que embora com mínimo recursos, pudesse ajudar as famílias. Com base fundamental, tiveram a iniciativa de doarem o terreno necessário o Sr. Joaquim Guilherme Toledo e Francisco Teixeira da Siqueira. A Doação foi feita verbalmente sem qualquer documentação, mas era o costume da época oferecer tais doações á determinados Santos e os doadores doaram as terras sob a proteção de São José. Fizeram a escolha da terra à margem de um rio (córrego) que ao verificarem o seu leito encontraram boa quantidade de areia escura e o denominaram de “Córrego Preto” servindo também este nome para dar ao povoado a ser fundado denominando-o de “São José de Córrego Preto”. No início foram construídas três casas, ficando só estas por algum tempo. Depois foram construídas mais três casas. Ainda em 1907, para a crítica da religião Católica, decidiram fazer uma capela sob a proteção de São José. O Sr. José Euzébio Romão, com seus conhecimentos da região, assumiu a posição de zelador da capela e rezador, mais tarde foi auxiliado pelo Sr. Norberto Custódio Dias. Em 1909 a capela foi benta pelo Arcebispo Mariano Dom Silvério Gomes pimenta. De 1910 a 1919 a escola particular, passou a ser pública pela Prefeitura de Visconde do Rio Branco, cuja professora foi D. Elisa de Moura Paiva, a escola funcionava em casa particular. Em 1920, também mantida pela Prefeitura funcionou a escola regida por Norberto Custório Dias. Com o decorrer do tempo o número de alunos foi aumentando e sentiram a necessidade de fazer uma casa especialmente para escola. Foi construída em 1927, pelos cidadãos: João de Deus e Souza Lima e José Antônio da Cunha, com a ajuda de outros membros da comunidade cuja casa serviu como escola até 1964. Tendo a capela e a escola, funcionando alguém percebeu o interesse em estabelecer um pequeno comércio para a compra e venda de artigos de primeira necessidade, foi quando o Sr. Albino Martins Vilas Boas abriu logo uma venda, onde se encontrava secos e molhados. Como o aumento de movimento, outro senhor abriu também uma vendinha, daí, então, surge a firma “Paiva Gê Secos e Molhados”. Os sepultamentos eram feitos com grandes sacrifícios no cemitério de Bagres, hoje Guiricema. Em 1910, mais ou menos, a comissão formada resolveu fazer um pequeno cemitério, cercado de arame farpado; mais tarde, para preservarem mais os mortos, construíram o muro de tijolo, bem acabado, cuja construção bem feita até hoje existe. O primeiro sepultamento feito no cemitério de Córrego Preto, foi de uma senhora conhecida pelo nome de Maria Italiana. Em 1913, ainda não tendo médico, ocorre um caso gravíssimo de sáude, com o aparecimento de uma forte epidemia chamada naquela época de Bexiga, cientificamente conhecida por varíola, moléstia infecciosa que causou a morte de 9 pessoas. Os meios de transportes não só de cargas, mas até mesmo de pessoas, a passeio ou doença eram de bois e tropas de burros (lote com 10 burros) Em 1924, o senhor Ananias Leandro da Cunha, adquiriu um caminhão e foi um grande sucesso e em 1926, o Sr. Higino Leocádio da Silva adquiriu automóvel, cujos carros serviram aos seus donos e ás pessoas que deles precisassem. Os elementos representativos de Córrego Preto naquela época: Luiz Antônio de Moura (1º juiz de paz); Joaquim José de Paiva (2º juiz de paz); Frontino de Souza Lima (sub-delegado) e Manoel de Carvalho Marta (conselheiro). Mais ou menos em 1967 a 1968 as aulas foram reabertas no salão paroquial que se chamava Escolas Reunidas Galdino Leocádio. Em 1969 transformava-se em grupo Escolar Galdino Leocádio. Aos 24 de janeiro de 1971 foi inaugurado o novo prédio escolar Galdino Leocádio de Vilas Boas, município de Guiricema, construído na administração de José de Carvalho Marta, sendo diretora Maria da Conceição Marta. A partir de 1991, o secretário da Educação de Minas Gerais no uso da sua atribuição resolve autorizar o funcionamento da 5ª série a partir de 1994 na escola Estadual Galdino Leocádio. A E.E. Galdino Leocádio, foi criada em 1º de maio de 1954, sendo primeiramente Escola reunida Galdino Leocádio situada na antiga Praça São José, hoje praça José de Carvalho Marta, e devido à falta de condições do Prédio, já muito velho, a escola transferiu-se para a Rua das Palmeiras, com seu funcionamento em prédio alugado. No dia 22 de janeiro de 1970, foi inaugurado o prédio próprio construído pela Prefeitura Municipal, no terreno doado pelo Sr. Geraldo Cirilo dos Santos, localizado à Rua Manoel de Carvalho Marta. A Escola Estadual Galdino Leocádio passou a Grupo Escolar no dia 02/02/1969, por ato do Secretário de Educação, contendo dec. Nº 11590 de 09/01/1969. O ensino de 1º grau passou a ser ministrado em (08) oito anos a partir de 1991, com a ext. de série. 1º professor particular foi João de Moura (1909) mantido pelos próprios pais de alunos. A escola passou por uma reforma sendo inaugurada no dia 11/12/2004 com a presença do Deputado Federal. Em 21/12/2004 inaugurou-se também a quadra poliesportiva , um antigo sonho dos moradores. Atividades econômicas: confecção Dacunha; plantio de tomate, quiabo, pimentão, milho, arroz e outros; confecção da Rosli Lucas (colchas, almofadas); criação de gado (leiteiro e corte); criação de frangos (Pif-Paf); artesanato. Festas tradicionais: festa do Tomate e de São Sebastião, São José e mês de Maria. Lazer: futebol, passeio na praça e de bicicleta. Pavimentação: algumas ruas asfaltadas.

<iframe width=”560″ height=”315″ src=”https://www.youtube.com/embed/nraetFJE4DY?rel=0&amp;controls=0&amp;showinfo=0″ frameborder=”0″ allowfullscreen></iframe>

Comments are closed.