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No Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, NASF alerta para a importância da deúncia durante a pandemia

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O mês de maio é marcado pela Campanha Maio Laranja voltado para o combate ao abuso sexual infantil. A data é marcada pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado hoje, dia 18 de maio – em homenagem a Araceli, uma menina de apenas 08 anos que foi brutalmente assassinada em 1964 no estado do Espírito Santo.

Em meio a pandemia do novo coronavírus, a sociedade precisa estar ainda mais atenta em relação as nossas crianças e adolescentes vítimas de abuso, onde na grande maioria dos casos, os abusadores são pessoas do círculo familiar e de convivência das vítimas.

Todo Dia é Dia!  Vamos relembrar um pouco e refletir a importância de não ficarmos em silêncio diante dos casos de violência contra as crianças e adolescentes, ainda mais em tempo de pandemia, onde o confinamento propicia o aumento de casos.

E para quem não sabe, esse é o Maio Laranja que é o mês de combate ao abuso sexual infantil, então se você quer fazer parte desta causa, não deixe de ser vigilante com seus filhos, sobrinhos, netos, vizinhos, etc., e juntos vamos proteger nossas crianças e adolescentes.

Como surgiu a data?

 O sequestro de uma criança, no dia 18 de maio de 1973, é a mais alta e cruel prova de como a ditadura militar brasileira de 1964 impactou pessoas inocentes. O regime ditatorial contribuiu para queimar os arquivos de um crime, que aniquilou a vida de uma garotinha, chamada Araceli, brutalmente assassinada quando tinha apenas 08 anos de idade. O crime ocorreu no estado do Espírito Santo, numa sexta-feira comum para a família de Araceli.

Como sempre, ela saiu de casa, no bairro de Fátima, e foi estudar. Após as aulas acabarem, em seu caminho de volta para a casa, Araceli retornaria, como de costume, mais cedo. Isso, pois sua mãe, Lola Cabrera Crespo, solicitou à escola que assim fosse por conta do horário do ônibus que a menina pegava todos os dias. Porém, ela nunca mais voltou!  E depois de buscas incessantes encontraram o corpo da criança somente em 24 de maio, totalmente desfigurado e com requintes de crueldades.  Completará 47 anos do caso e os culpados pelo crime ainda não foram condenados. Segundo jornalistas da época e notícias pouco divulgadas, havia uma investigação sendo feita, no entanto, os suspeitos pelo crime, grandes latifundiários tinham grande influência com o Governo Militar, que por sua vez, fazia com que fossem omitidas informações sobre o caso.

Sendo assim, depois de muitas lutas no ano de 2000, o assassinato de Araceli fez com que o Congresso Nacional instituísse o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A memória da garotinha é lembrada todo dia 18 de maio.

Proteção em tempos de pandemia

 Por isso, viemos aqui conversar com toda a população guiricemense, e todas outras pessoas que possam ter acesso a este material. Vivemos atualmente, um período de incertezas devido a pandemia que é uma preocupação de todos e dever de combate.

Todavia, não podemos deixar de observar demais situações rotineiras que acometem pessoas, neste caso, crianças e adolescentes sobre a importância de intensificarmos a vigília em busca da proteção destes.

Infelizmente a violência intrafamiliar (onde o abusador está dentro da casa (como pai, padrasto, avô e tio) predomina. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Ministério dos Direitos Humanos, diariamente, são notificadas no Brasil, em média, 233 agressões de diferentes tipos (física, psicológica e tortura) contra crianças e adolescentes.

Isso indica que parte dessas situações ocorre no ambiente doméstico ou tem como autores pessoas do círculo familiar e de convivência das vítimas (as chamadas violências extrafamiliares).

Em tempo de isolamento social, neste contexto em que estamos vivendo, o psicólogo do NASF, Paulo César Teixeira Toledo ressalta que “com o agrupamento social há riscos de aumentar a incidência de casos, e assim precisamos redobrar o olhar, o cuidado e as orientações com as crianças e/ou adolescentes e toda a família”.

Outro fator a ser mencionado, também acometido pelo atual cenário de pandemia, é o fechamento das escolas e a falta do contato presencial dos alunos com professores, supervisores, diretores, e/ou qualquer profissional da educação que são essências para ajudar a detectar e proteger as crianças e adolescentes.

A assistente social Lilian Cristina Ferraz Lopes da Silva ressalta essa importância e alerta para redobrar a atenção, visto esses alunos não estarem indo para escola: “mudanças de comportamento, atitudes, ou até mesmo declarações de alunos aos educadores, fazem com que através dos encaminhamentos, cheguem à rede de proteção, para que assim seja acompanhado e se caso tenha um histórico de abusos , que esse ciclo seja interrompido, e como estamos sem esse contato escolar, precisamos aumentar a lente de cautela e precaução”, alerta.

O que podemos fazer?

Conversar com as crianças e adolescentes sobre o corpo, os sentimentos, emoções, e orienta-las sobre toques abusivos e toques de afeto. E se elas não sentirem confortáveis, pedirem ajuda para alguém.

Por que a importância de ter a confiança e o diálogo com a criança e ou adolescente?

O abusador/agressor, geralmente conquista a vítima com presentes, tentando buscar a confiança dos mesmos para manter sigilo, ou através de ameaças para manter o silêncio. Por isso incentivá-los a falar sobre seus sentimentos e acontecimentos do dia a dia ajuda muito nesta vigilância.

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DISQUE 100: Direitos Humanos (totalmente sigiloso e gratuito)

Secretaria de Saúde e NASF: (32) 3553/1166/1743

Conselho Tutelar: 3553-1561 – Plantão: (32) 99808-7770)

Proteção Social Especial e Básica: (32) 3553 -1791

Polícia Militar: Disque 190 ou (32) 3553-1590 – Plantão: (32) 99815-2707

Ministério Público Comarca Visconde do Rio Branco: (32) 3551-1378/8150/2177

 

* Lilian Cristina Ferraz Lopes da Silva – CRESS 11787 6ªREG (Assistente Social do NASF e Secretaria Municipal de Saúde).

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